O futuro do planeta depende de ações concretas hoje. Com essa missão, o Hub de Inovação Climática reuniu startups de todo o Brasil em uma jornada de aceleração, mentoria especializada e conexão com empresas comprometidas com soluções sustentáveis.
Ao longo do programa, empreendedores apresentaram ideias inovadoras voltadas para mitigação das mudanças climáticas, preservação ambiental e fortalecimento das comunidades locais.
Agora, com a conclusão do Hub de Inovação Climática, celebramos as startups vencedoras, que já demonstram como inovação e sustentabilidade podem andar de mãos dadas.
O Brasil é o sexto maior emissor de gases de efeito estufa do mundo, com emissões predominantemente causadas pelo desmatamento e uso insustentável da terra. Como signatário do Acordo de Paris e anfitrião da COP 30 em 2025, o país tem a oportunidade de se destacar como um centro global de soluções verdes.
Com um ecossistema vibrante de pesquisa e inovação, além de esforços governamentais para fomentar empreendedorismo e crescimento do setor privado, o Brasil atrai o interesse de investidores de capital de risco para startups climáticas.
No entanto, essas startups enfrentam desafios como o estágio inicial do setor de tecnologia limpa, dificuldade em mensurar e comunicar impactos climáticos e baixa compreensão de investidores sobre oportunidades no segmento climático.
É nesse contexto que o programa Hub de Inovação Climática foi desenvolvido, criando um ambiente de apoio e visibilidade para soluções inovadoras e escaláveis.
O Hub de Inovação Climática é fruto da cooperação entre Brasil e Alemanha, no âmbito da Iniciativa Internacional para o Clima (IKI) e implementado pela GIZ, com impulso da CATAL1.5ºT e realização do Impact Hub São Paulo, com o objetivo de fortalecer o setor de tecnologia climática no país.
Esta edição piloto buscou selecionar e apoiar empreendimentos climáticos com metodologias modernas de aceleração, considerando o foco em mercados regionais da Amazônia e alinhamento com as metas climáticas do Brasil na COP 30.
O programa é uma oportunidade para os participantes, oferecendo: mentoria com especialistas para potencializar modelos de negócios, acesso a investimentos e cofinanciamento, conexões estratégicas com grandes players do setor ambiental e participação garantida dos 3 primeiros lugares na COP 30 em Belém.
Foram selecionados 15 negócios de todo o país que já atuam na região Amazônica (Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins) e que apresentam soluções voltadas para mitigação e adaptação climática.
Os empreendimentos escolhidos já estavam em fase de operação, com produtos comercializados, e desenvolvem tecnologias aplicadas para regeneração ambiental, bioeconomia, monitoramento climático, energia limpa, transporte de baixa emissão, e soluções para comunidades locais na Amazônia Legal.
No último dia 4, o Hub de Inovação Climática realizou o Demoday, evento que marca o encerramento da jornada de aceleração dos negócios.
Depois de um ciclo de capacitação online, mentorias e conexões com atores estratégicos do ecossistema climático, foi o momento de apresentarem suas soluções diante de investidores, especialistas e parceiros do setor.
Os três negócios mais bem avaliados receberam:
Conheça os vencedores:
Com foco socioambiental, a Apoena Bioindustrial encontrou no babaçu uma fonte de soluções sustentáveis para a indústria.
A empresa desenvolveu um aditivo derivado do óleo de babaçu que aumenta a eficiência energética no agronegócio, reduzindo o consumo de combustível e os custos operacionais.
Além da inovação tecnológica, o impacto socioambiental é amplo: preserva os babaçuais e sua biodiversidade, garante remuneração justa a comunidades agroextrativistas e aproveita 96% do fruto, transformando a floresta em fonte de valor e desenvolvimento sustentável.
A Genera Bioeconomia atua na recuperação da Amazônia, transformando áreas degradadas em florestas produtivas. Sua plataforma potencializa ativos florestais não madeireiros, reduz custos para negócios da sociobioeconomia e amplia a escala de produtos até então pouco explorados.
A empresa ainda gera créditos de carbono a partir da restauração, digitaliza florestas em NFTs na blockchain e incentiva práticas de agricultura regenerativa.
Com essa abordagem inovadora, promove a recuperação ambiental, fortalece a bioeconomia regional e cria modelos sustentáveis de produção para a Amazônia.
A ForestiFi facilita investimentos em cadeias produtivas da Amazônia ao utilizar a tokenização de ativos naturais. Sua plataforma permite criar e comercializar ativos digitais rastreáveis via blockchain, conectando investidores a projetos que conciliam conservação ambiental e desenvolvimento econômico local.
Com essa solução, gera novas fontes de renda para agricultores e extrativistas, valoriza os recursos naturais e fortalece a bioeconomia.
O resultado é a proteção dos territórios aliada ao fortalecimento do desenvolvimento regional e à melhoria da qualidade de vida das comunidades locais.
Nas próximas semanas, os negócios vencedores serão acompanhados para a mensuração final do programa, a participação na COP 30 e o desenvolvimento do relatório de impacto.
Mais do que um programa de aceleração, o Hub de Inovação Climática deixa um legado de transformação: startups mais preparadas para escalar, soluções que impactam positivamente ecossistemas e comunidades, e uma rede fortalecida de empreendedores, investidores e parceiros estratégicos.
As startups vencedoras demonstram que é possível unir tecnologia, sustentabilidade e desenvolvimento econômico de forma inovadora, criando um futuro mais resiliente e justo para a Amazônia e para o Brasil.
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